sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sucessos de Dulce Pontes



Dulce Pontes (Montijo, 8 de abril de 1969) é uma cantora portuguesa. Pertence ao grupo dos artistas portugueses mais populares e reconhecidos internacionalmente. Canta canções pop, música tradicional portuguesa (fado incluído), bem como música clássica. Costuma definir-se como uma artista da "world music". Também compõe alguns dos temas que canta. A sua atividade artística contribuiu para o renascimento do fado nos anos noventa do século passado. Dulce distingue-se principalmente pela sua voz, que é versátil, dramática e com uma capacidade invulgar de transmitir as emoções. É considerada uma das melhores dentro do panorama musical português.

Dulce, quando criança, aprendeu a tocar piano, estudando música na "Academia de Música de Santa Cecília" em Lisboa. Na idade de 19 anos ganhou um concurso de canção na sua cidade nativa. Logo depois tornou-se atriz. Aparecia na televisão portuguesa e peças de teatro. Em 1991 venceu o "Festival RTP da Canção" tendo ido representar Portugal no "Festival Eurovisão da Canção", onde cantou "Lusitana Paixão". Alcançou o oitavo lugar entre 22 países participantes, o que é uma das melhores referências de Portugal no Eurofestival.

Em1992 Dulce gravou o seu primeiro álbum, chamado "Lusitana". Continha principalmente canções pop, que certamente eram ainda muito abaixo das ambições, capacidade e imaginação artística de Dulce.

Todavia, já naquela altura sabia-se que Dulce era uma excelente fadista. As primeiras provas disso apareceram um ano depois, em 1993, quando foi lançado o seu segundo disco, chamado "Lágrimas". Dulce abordou o fado duma forma muito pouco ortodoxa. Misturava fado tradicional com ritmos e instrumentos modernos, procurando novas formas de expressão musical. Enriquecia os ritmos ibéricos com sons e motivos inspirados pela tradição da música árabe e balcânica, principalmente búlgara. A sua versão do clássico "Povo Que Lavas No Rio" era tudo menos clássica. Mas "Lágrimas" tinha também faixas bem tradicionais, fados clássicos gravados ao vivo em estúdio e cantados com todas as exigências do fado ortodoxo. Foram estes os temas ("Lágrima" e "Estranha Forma de Vida") que lhe ganharam a denominação da "sucessora e herdeira da Amália Rodrigues". Mas o maior êxito do Lágrimas foi um outro clássico, "A Canção do Mar", que, no Brasil, foi usado como tema de abertura de uma adaptação do romance "As Pupilas do Senhor Reitor", de Júlio Dinis, em telenovela. Interpretado por Dulce, este tema tornou-se um dos maiores êxitos da canção portuguesa de sempre (paradoxalmente nesta versão da "Canção do Mar" ouvem-se muito bem influências árabes), sendo provavelmente a canção portuguesa mais conhecida fora de Portugal, interpretada até hoje pelo mundo afora por vários artistas (mais recentemente pela Sarah Brightman, que fez da "Canção do Mar" o principal motivo musical do seu disco intitulado "Harem"). "A Canção do Mar" interpretada pela Dulce faz também parte da banda sonora do filme americano "As Duas Faces de um Crime" (título inglês - "Primal Fear"), no qual Richard Gere contracena com Edward Norton.

Em 1995 Dulce lançou o álbum "Brisa do Coração", que é um álbum gravado ao vivo durante um concerto que teve lugar no Porto, a 6 de Maio de 1995. O disco seguinte, "Caminhos", foi lançado em 1996. "Caminhos" continha temas clássicos como "Fado Português", "Gaivota" e "Mãe Preta", bem como composições originais. A crítica considerou o disco mais maduro e melhor que "Lágrimas". Os arranjos eram mais harmoniosos e menos radicais. Este disco consolidou a posição da Dulce Pontes como uma grande fadista, mas também deu bem a entender que nunca ia ser apenas uma fadista. Dulce estava interessada em ser uma artista versátil, heterogênea, que não hesita em ultrapassar as fronteiras de vários gêneros musicais.

O disco "O Primeiro Canto" foi lançado em 1999. A crítica considerou-o o melhor, e também o mais ambicioso e difícil na carreira da Dulce. Neste disco Dulce confirma que está seriamente interessada em ser uma artista da "world music". Em "O Primeiro Canto" Dulce introduz elementos do jazz (o álbum contou com a colaboração da Maria João) e opta pela sonoridade acústica. Dá nova vida a antigas tradições musicais da Península Ibérica (canta não só em português, mas também em galego e mirandês), redescobre melodias e instrumentos há muito esquecidos.

Foi lançada uma edição especial deste disco com três faixas adicionais: uma versão em espanhol de "Pátio dos Amores", o célebre tango do inesquecível Astor Piazzolla "Balada para un Loco" e uma música composta por Dulce, "A minha barquinha".

Em 2002 foi lançado o disco "Best of" que marcou a saida da editora Movieplay.

2003 trouxe uma grande novidade e reviravolta na vida artística da Dulce Pontes. Foi lançado o "Focus", que é fruto da colaboração da Dulce com o Maestro Ennio Morricone. Dulce cantou alguns dos clássicos do compositor, mas o disco contém também composições originais, compostas pelo Maestro especialmente para a voz da Dulce. O pricipal objetivo deste disco foi consagrar uma grande voz. Gravado na Itália e destinado tanto ao público português como ao internacional, o "Focus" contém temas cantados em português, inglês, espanhol e italiano.

O disco "O Coração Tem Três Portas" foi editado em 2006.





Dulce Pontes

2 comentários:

Ana disse...

Olha que ideia tão boa!
Obrigada...gosto imenso de Dulce Pontes
Beijinho

Márcia disse...

Essa moça tem a voz dos deuses, sou fão dela, e Canção do Mar, é a minha Canção, obrigada por esse carinho e nos deixar algo de muito valioso aqui!!!

Bjusssssssssss